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Ellen Roche rouba a cena em desfile morno da Rosas de Ouro

Ellen Roche foi um dos únicos pontos altos do decepcionante desfile da Rosas de Ouro na madrugada deste sábado (6), no Anhembi, em São Paulo. A quarta escola a desfilar deixou a desejar em muitos quesitos, principalmente em enredo. Não houve a esperada irreverência e nem surpresas ao trabalhar o tema “tatuagens”, que abria enorme leque.

As alegorias e fantasias, normalmente pontos fortes da agremiação, estiveram menos luxuosas do que em anos anteriores. Faltou maior capricho nos acabamentos. A Rosas de Ouro, que não vence o Carnaval desde 2010, passou sem mexer com as arquibancadas, embora não tenha cometido nenhum deslize grave.

Sorte de a escola ter a linda atriz e modelo Ellen Rocche entre os seus 2.700 componentes. A bela matou no peito a responsabilidade de vir mais uma vez à frente da bateria. Deslumbrante, evoluiu com extrema leveza.

“Me emocionei demais, é sempre assim. São 16 anos desfilando e me emocionando”, disse a musa ao fim da apresentação.

No desfile, a escola optou pelo feijão com arroz: começou falando sobre as tatuagens de antigamente, passou pelos índios, esquimós e civilizações antigas, chegando ao mundo atual. Abordou os marinheiros, famosos pelos desenhos no corpo, e as prostitutas.

PEGOU BEM

– Em um desfile longe de ser brilhante, a bateria deu conta do recado. Sem inovações, a batucada manteve um ritmo forte do começo ao fim e levantou a harmonia da escola.

– Apesar do samba de melodia fraca, os componentes cantaram alto durante os quase 65 minutos de desfile. Ponto para a harmonia da Rosas de Ouro.

PEGOU MAL

– Foi mais um samba-enredo “frio” nesta primeira noite no Anhembi. Não houve sintonia entre os componentes e o público, que assistiu passivamente à apresentação.

– Houve abuso do uso de tripés. O elemento esteve presente na comissão de frente e ao longo do desfile. Muitos jurados condenam o excesso, que mexe com a evolução.




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