Portela inova, encanta Sapucaí e ouve gritos de “é campeã”

O jejum de 32 anos sem título ficou mais perto de, finalmente, ser encerrado pela Portela. Com um desfile incrível, com a cara do carnavalesco Paulo Barros, a Azul e Branco de Madureira deixou boquiaberto os presentes na Sapucaí. Foi uma exibição perfeita, com muita inovação e um ótimo samba. Antes mesmo de chegar ao fim a exibição, a plateia já gritava “é campeã”.

Não foi empolgação exagerada do torcedor pelo enredo “No Voo da Águia, Uma Viagem Sem Fim”, que falava sobre como o homem está sempre em busca de novos territórios. A Portela impressionou do começo ao fim, com um desfile que teve a cara de Paulo Barros, estreante na escola, repleto de ousadia, mas sem deixar de respeitar o conservadorismo e a tradição portelense. Casamento perfeito.

Logo de início a comissão de frente deu a tônica do que estava por vir. Com duas alegorias, representava a fúria de Poseidon. Havia uma piscina com 30 toneladas de água, na qual Poseidon usava um flyboard e flutuava.

A cada alegoria que vinha, uma surpresa diferente. Houve um carro chamado de “perigo no mar” que trazia uma briga em um navio, que se movia de um jeito que dava a impressão que viraria. O público prendeu a respiração.

Um Gulliver gigante que era derrubado e muitas alegorias vivas marcaram o restante da apresentação. De aplaudir de pé. As fantasias, por sua vez, eram mais conservadoras, uma marca da maior vencedora do carnaval.

Não houve correria e a evolução esteve impecável, assim como a harmonia. Será difícil tirar ponto da Azul e Branco de Madureira.

PEGOU BEM
– Antes de o cronômetro ser iniciado, um grupo de paraquedistas desceu no meio da avenida levando o nome da Portela no para-quedas. Os pousos foram perfeitos e arrancaram aplausos.

– Com um mínimo tapa-sexo, a musculosa Gracyanne Barbosa veio no abre alas e empolgou o público com seu corpo definido.

PEGOU MAL
– Talvez o único quesito que possa atrapalhar a agremiação seja o de mestre sala e porta bandeira. Isso porque o casal Alex Marcelino e Danielle Nascimento foi prejudicado pelo excesso de água da comissão de frente. A pista ficou escorregadia para eles, que vinham logo atrás, e a dança foi comedida. Sem erros, mas sem o mesmo desenvolvimento de alguns concorrentes.

– A águia, marca da Portela, desta vez apareceu de forma tímida. Pela primeira vez veio um destaque em cima de sua cabeça, mas, diante de tantas alegorias exuberantes, a águia foi ofuscada.

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