Sucesso de Candinho com público infantil surpreende Sérgio Guizé: "Elas são meu ponto fraco"

Ator revelou quem é seu Policarpo na vida real

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Sérgio Guizé
Fonte: TV Globo
Ator faz sucesso como protagonista de "Êta Mundo Bom"

Se existe uma unanimidade no Brasil, neste momento complicado pelo qual passamos, ela se chama Candinho. O caipira ingênuo e para lá de otimista interpretado por Sérgio Guizé em "Êta Mundo Bom", novela das 18h da TV Globo, é sucesso absoluto.

O tímido ator anda impressionado com o alcance do personagem que tem público de todas as idades. "As crianças são meu ponto fraco. Elas são muito especiais. Mandam mensagens, desenhos... É muita pureza, é muita verdade. Fico muito emocionado", contou em entrevista ao Famosidades.

A trama de Walcyr Carrasco caiu no gosto da audiência e tem superado a novela das 19h e das 21h no Ibope. Modesto, o protagonista do projeto diz que o ritmo de gravações anda tão intenso que nem sempre consegue comemorar os índices alcançados pela produção. "Quando dá a gente comemora junto. Só que nem sempre fico sabendo. Não estou conseguindo acompanhar a novela por causa do ritmo intenso de trabalho. Mas fico muito feliz em ser protagonista de uma novela de sucesso", explicou.

Apesar de sua carreira ser marcada por tipos que passam à margem dos galãs tradicionais, o bonitão não conseguiu fugir do rótulo que assombra os mocinhos de produções globais. Focado sempre em mostrar seu melhor em cena, o paulista diz que suas escolhas nunca foram pautadas em fugir ou não da imagem que a mídia faz dele. "Minha preocupação sempre foi com o personagem. Meu nome tem que ficar atrás dele. Vale tudo pela obra. Nunca parei para pensar no Sérgio galã. Nunca pensei como seria após o trabalho. Não posso me trair nesse sentido", ponderou.

Reservado, Guizé corta com muita educação de perguntas que possam invadir sua privacidade. Discreto, o rapaz sempre faz com que as respostas para tais perguntas estejam relacionadas a seu trabalho. É somente nesse quesito, por exemplo, que o ator se permite a comentar o namoro com Nathalia Dill, a Branca de "Liberdade, Liberdade". "Ela entrou muito bem e completamente diferente da última personagem dela. Está fazendo lindamente um trabalho sofisticado de interpretação", analisou.

Durante o papo, Guizé lembrou do tempo em que foi professor de Artes em colégios estaduais, contou como concilia a carreira de ator e cantor e revelou quem é seu Policarpo na vida real. Confira!

FAMOSIDADES - “Êta Mundo Bom” tem registrado um dos maiores Ibopes dos últimos anos na faixa das 18h. Recentemente, a trama chegou a superar a audiência das novelas das 19h e das 21h. Você comemora quando a novela bate recorde?

SERGIO GUIZÉ - Quando eu fico sabendo, sim. Não é fácil fazer novela. É bom, mas é um trabalho muito pesado. A gente tem que manter a história viva, pulsando, com cenas difíceis. Mas, está todo mundo jogando o mesmo jogo, um fazendo pelo outro. Quando dá a gente comemora junto. Só que nem sempre  fico sabendo. Não estou conseguindo acompanhar a novela por causa do ritmo intenso de trabalho. Mas fico muito feliz em ser protagonista de uma novela de sucesso.

Candinho é uma unanimidade entre o público que acompanha a novela. Como tem sido a repercussão nas ruas?

Olha, eu vivo aqui no Projac. Gravo a semana inteira, então não sobra tempo para estar na rua e sentir esse contato mais direto das pessoas.  Mas o que vem é muito positivo. As mensagens que eu recebo são de agradecimento. Já cheguei até a ficar emocionado com esse carinho. Fico muito feliz em poder fazer parte dessa obra que toca as pessoas de maneira positiva. A novela alcança todos os públicos. Tem avó que pede para fazer uma foto para a neta que é fã do Candinho. Tem sido incrível.

Você disse que ficou muito emocionado com em uma das abordagens. O que mais mexeu com você nessa troca?

O jeito que sou abordado. As pessoas chegam chorando. A novela trata do amor, um assunto universal, de reencontros...  As pessoas querem falar disso. Cada cena, mesmo com as vilanias, sempre fala do amor e da esperança.

Você passa uma doçura bem parecida com a do Candinho. O que você tem em comum com o caipira da novela?

Temos em comum a esperança do melhor, sempre. Isso é o que eu empresto, de verdade, para o Candinho. Tenho que fazer um esforço redobrado para passar essa mensagem. Preciso acreditar realmente que tudo que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar. Candinho não é tímido. Eu sou. Preciso sempre estar muito feliz e otimista para alcançar essa persona do Candinho. Tem dias que a gente está cansado, chateado com alguma coisa... Mas, no caminho, procuro abstrair ao máximo para deixar o Candinho aparecer.

Você falou da sua timidez. O que ela te impede de fazer? Como ela influência no seu cotidiano?

Ela não me impede de nada. Consigo fazer tudo que acho que preciso e tenho vontade de fazer. Nunca tive problema com isso. Eu me escondo atrás dos meus personagens. Eles falam muito melhor do que eu. Não tenho o menor interesse em falar da minha vida. Sempre fui muito observador. Nunca fui de falar muito. Em um primeiro contato, eu fico mais quieto por causa disso.

Você disse que gosta de construir a trajetória de seu personagem. O Candinho passou por uma reviravolta ao reencontrar a mãe. Mudou alguma coisa nesse processo de composição?

Acho que aquilo que ele pregava no começo passou a funcionar. Acredito que o reencontro com a mãe não tenha sido a ruptura. O problema nessa reviravolta foi o fato dele ter perdido a Filomena (Débora Nascimento). Isso o feriu profundamente. Isso vai deixar ele mais duro, mas ele não perderá a essência. O Candinho não vai se deixar envolver por aquele mundo novo e luxuoso. A ideia é mostrar que o bem mais precioso de uma pessoa é o caráter. Estou trabalhando em cima disso. Ele ainda vai passar por muita coisa sem perder sua essência.

A mensagem da novela faz a gente refletir. Você já se viu dentro desse contexto de que tudo de ruim acontece para melhorar alguma coisa?

Estou aprendendo isso com o Candinho. Passei a olhar as coisas pelo lado bom. Muita coisa ruim aconteceu, mas está bom agora.

O Walcyr Carrasco é muito rígido com relação ao texto de suas obras. Até onde vai sua liberdade na criação do Candinho?

Tanto Walcyr quanto o Jorge Fernando me deixaram livres para trazer o que eu achava necessário e me dão muito apoio para seguir naquilo que eu pensei no meu processo criativo do Candinho. Às vezes você estuda muito o personagem, chega com ele pronto e acaba sendo podado. Não houve isso nessa novela.

O Walcyr, em entrevistas, tem elogiado muito seu trabalho. Tem recebido esse feedback do autor?

Ele é muito generoso. Quando estreou a novela, eu adoeci. Então fiquei um pouco isolado. Não sabia o que estava acontecendo. E ele me ligou e foi superquerido. Na cena do reencontro, ele também me ligou. Isso é um estimulo para gente continuar brigando por esse jogo.

Mesmo você colecionando tipos bem diferentes, não conseguiu fugir do rótulo de galã. Como você lida com isso?

Não sabia direito o que era galã porque no teatro não tem isso. Nunca parei para pensar no fato de ser o protagonista. Ou você constrói um personagem incrível ou você aposta na imagem do ator incrível. Minha preocupação sempre foi com o personagem. Meu nome tem que ficar atrás dele. Vale tudo pela obra. Nunca parei para pensar no Sérgio galã. Nunca pensei como seria após o trabalho. Só sei que vou ficar cansado. Não posso me trair nesse sentido.

Como é a rotina normal de um protagonista de novela?

Primeiro pego o roteiro da semana. No domingo, separo tudo que vou gravar nós próximos seis dias. Decoro o texto na noite anterior do dia de gravação. Sábado e domingo, procuro estudar os capítulos para fugir dessa coisa mais industrial.

Tem algum momento que você olha para o roteiro e não consegue processar mais nada tamanha exaustão?

Tem um momento que fico um pouco atrapalhado. Por exemplo, hoje eu gravei o dia inteiro. Estou nesse momento. Peço até desculpa. Mas tem algo maior que nos move que é a obra. As pessoas também nos dão um estímulo muito forte. Eu sou apaixonado pelo Candinho, apaixonado por esse processo, toda a equipe é muito formidável. Isso é que me faz vencer o cansar, deixar minha banda de lado, ficar sem ver a família... E o bom é que está funcionando.

Como conciliar a carreira de músico com a de ator?

É difícil, mas não é impossível. Nesse momento, não dá para gravar um disco. Então, estamos gravando singles por aí. Gravei com o Chico Neves, outro dia, em Minas. Sempre que tem uma brecha, faço um show. Quando é assim, eu gravo o dia todo no Projac, viajo para o show e volto na mesma noite porque, geralmente, no outro dia tem gravação.

Candinho está fazendo muito sucesso com as crianças. Como você tem lidado com o assédio desse público novo?

As crianças são meu ponto fraco. Elas são muito especiais. Mandam mensagens, desenhos... É muita pureza, é muita verdade. Fico muito emocionado. Eu dei aula para criança, fiz muita peça infantil...

Você deu aula de teatro?

Não. Eu dei aula de Artes em escola estadual. Não sei como chama hoje. Na minha época, eram Ensino Fundamental e Ensino Médio.  Deu aula de teatro, mas não lembro se era para criança. Era um projeto chamado “Projeto Vocacional”, da Prefeitura de São Paulo. Dei aula de artes plásticas no Centro de Formação Mulher. Lá, eu falava de diversidade cultural, dei aulas para transexual, para ex-viciados em drogas...

Candinho dá muito valor às relações. Você acha importante ter algum com quem dividir a vida ou prefere mais a solidão?

Saí de Santo André fazendo teatro e vivi muito sozinho aqui. Um produtor me viu no teatro, me chamou para fazer “Da Cor do Pecado” (2004) e vim para cá sem conhecer ninguém. Fiz um filme em Portugal e fiquei dois meses e meio trancado em um hotel. Aprendi a viver só, sabe. Ficava pintando quadros, ouvindo música com muita saudade. Hoje, eu tenho à minha volta pessoas que eu amo. Minha família, minha banda estão sempre aqui. Não me preocupo com essa coisa da solidão. Algumas coisas na vida muda.  Mas eu estou muito bem. Tenho a Nathalia [Dill] que é uma parceira incondicional.

Tem acompanhado o trabalho da Nathalia Dill em “Liberdade, Liberdade”?

Vi a estreia com ela. Vi o capítulo em que a personagem dela entrou. Estou achando muito bom.  Ela entrou muito bem e completamente diferente da última personagem dela. Está fazendo lindamente um trabalho sofisticado de interpretação. A novela é muito boa, muito rica de imagens. Os atores são excelentes.

Você tem casa no Rio e em São Paulo ou quando está fazendo novela fica em hotel?

Minha casa é em São Paulo, no Bexiga. Minha família toma conta dela. Também empresto para os amigos de vez em quando. Eles vão lá colocar água nas plantinhas porque minha família é de Santo André. No Rio, eu tenho uma casa que é da Globo. Quando acaba, eu vou embora. Estou hospedado no mesmo condomínio de quando fiquei na época de “Alto Astral”.

Você tem um lado paternal aflorado?

Desde pequeno. Não faço planos para ter filho. A mulher sofre mais com essa questão do planejamento. Eu estou bem, por enquanto, com meus bichos. Já tive vários. Todos que você imaginar: pombo, rã, escorpião, meu cachorro que se chama Gustavo...

Gustavo é seu Policarpo?

É. Gustavo é meu policarpo. Fica aqui no rio comigo. Ele é um Griffon de Bruxelas, mas parece um vira lata.

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Fonte: TV Globo
Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Fonte: TV Globo
Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Fonte: TV Globo
Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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Em "Êta Mundo Bom", Candinho (Sérgio Guizé) foi separado de sua verdadeira mãe no nascimento e criado por uma família que o tratava como empregado. Após ser expulso da fazenda onde morou a vida inteira, o rapaz vai para a cidade grande atrás de sua origem
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