MONTAR GALERIA: Por Onde Anda: Fred Mayrink


© TV Globo


Promessa de galã no início da década de 90, Fred Mayrink acabou se apaixonando tanto pela arte de fazer novelas que trocou o glamour da profissão de ator pelo trabalho pesado atrás das câmeras. Há quase 20 anos, o hoje veterano trabalha nos bastidores da TV Globo. O rapaz franzino que podia ser visto até outro dia na reprise de “Despedida de Solteiro”, no canal Viva, atualmente é o diretor-geral de “Haja Coração” – folhetim das 19h do canal carioca.





Apesar de não aparecer mais na telinha, o profissional jura que ainda é reconhecido nas ruas. “As pessoas me param e dizem que sumi da televisão. Respondo que continuo nela, mas agora trabalho escondido”, contou, aos risos, ao Famosidades.

Mayrinck estrou na TV ainda criança no elenco de “Bambolê”, em 1987. Também participou de “Vamp”, em 1991, e de duas temporadas de “Malhação”, no final dos anos 90, antes de aposentar as chuteiras. A caminhada até o cargo de diretor-geral de uma novela global foi longa. Aos 21 anos, o rapaz passou a trabalhar como assistente de direção até ser convidado para integrar a equipe de direção de Jorge Fernando, em 2003, em “Chocolate com Pimenta”.

De lá para cá, trilhou uma bem sucedida carreira, com destaques para “Alma Gêmea” (2005) – maior sucesso recente da faixa das 18h -, “Caminho das Índias” (2009) e “O Astro” (2011). Estas duas últimas lhe renderam os cobiçados Emmy de Melhor Novela.



“As pessoas ainda têm uma memória muito bacana da minha época como ator, e fico feliz. Trabalhei muito tempo atuando e esse tempo me estruturou para o que faço hoje. Na hora de dirigir, faz muita diferença quando você entende o caminho que o ator trilha. Você traz mais possibilidades e tem um olhar mais apurado e cuidadoso”, analisou.



Mayrinck não esconde a saudade que sente de atuar, mas assume que sua rotina como diretor não lhe permite voltar ao centro do palco.

“Gosto muito de atuar, mas sou mais apaixonado por dirigir os atores. Tenho prazer em ver um ator em cena e participar da criação. Tenho saudade de atuar, mas nosso cotidiano é tão maluco, com tanta demanda, que nem me permite pensar nessa possibilidade”, explicou.