Raissa Machado deixa posto de rainha de bateria da Viradouro


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A rainha de bateria da Viradouro, Raissa Machado, anunciou por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa nesta quarta-feira (6), que deixará o posto à frente dos ritmistas da escola de samba. A modelo deixa o cargo depois de sete anos envolvida como a comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro.





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“É uma despedida difícil, porque separa dois corações que se amam e que agora estarão distantes. Mas aprendi que quando a saudade fica é sinal de que tudo o que foi vivido não será inesquecível. E muito mais do que apenas dizer tchau deixo minha gratidão ao meu pavilhão. Gradarei todos os momentos que vivemos juntos em meu coração com muito amor, sem nunca esquecer de todo o carinho com que me receberam”, afirmou.

De acordo com Raissa, ela não ficará longe do Carnaval. “Nunca me vi apenas como uma rainha. Me vejo como qualquer outro componente da comunidade, lutando e se entregando a cada ano pra buscar o campeonato. E isso é muito fruto desse tratamento que recebi deles. Somos uma família e sempre me senti muito à vontade estando perto deles. E talvez por isso, esteja doendo demais toda essa despedida. Mas quero que entendam que tudo na sua vida, tem sempre o seu início, meio e fim. E que nem sempre temos o controle sobre quando será a melhor hora de partir, mas ela sempre chega”, disse ela, que ao todo estava há 14 anos na escola.

No comunicado, a empresária afirmou ainda que a rivalidade feminina precisa perder espaço. “Eu me tornei uma mulher do samba e isso estará sempre em mim, aconteça o que acontecer. O carnaval é uma das maiores paixões da minha vida. É uma coisa que eu sempre quis e que me deixa muito realizada em todos os sentidos. Jamais seria capaz de abandonar essa paixão, em especial neste momento histórico de empoderamento das mulheres do carnaval que estamos vivendo. Precisamos aproveitar isso e ter mais sororidade e realmente entrar nessa briga. Deixar a rivalidade restrita à avenida e aos pavilhões. Fora dela somos todas mulheres e carregamos cada uma a sua luta. Isso merece sim ser respeitado, independente de qual seja a história de cada uma.”



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