Entrevista: Juliana Paes comenta sucesso em “Totalmente Demais” e detona sua participação em “Laços de Família”


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Sucesso em “Totalmente Demais” – novela antecessora de “Haja Coração” na faixa das 19h da TV Globo -, Juliana Paes só tem motivos para comemorar. Além de cativar o público com sua interpretação da mau caráter Carolina, a morena, ao lado do elenco, conquistou com o folhetim a maior audiência do horário nos últimos quatro anos da emissora – atingindo média geral de 30 pontos no Ibope.

“Era uma novela leve, despretensiosa, porque não veio com nenhuma trama mirabolante. Era a trama clássica, de com quem a mocinha vai ficar. Eu acho que foram pitadas de acertos e um elenco maravilhoso, muita gente bonita”, avaliou a artista ao Famosidades.

Sem papas na língua, a estrela também detonou sua participação em “Laços de Família” (2000/2001) – atualmente no ar no canal Viva”. “Ninguém merece [risos]. Dá muita vergonha. Eu era muito novata e não sabia nada”, avaliou.

Durante o papo, a bela também adiantou detalhes dos próximos compromissos profissionais e falou a respeito da vida pessoal e dos filhos, Pedro e Antônio. Confira tudo a seguir!

FAMOSIDADES – “Totalmente Demais” foi um grande sucesso. Você gostou do final de sua personagem?

JULIANA PAES – Eu não gostei, eu amei! Fiquei muito feliz com a reta final de Carolina, porque é óbvio que eu já imaginava que ela fosse ficar com o Arthur (Fábio Assunção), mas só imaginava, porque nós só fomos receber as cenas finais no dia de gravar. Nos roteirizaram sobre os horários que deveríamos chegar, nos deram os papéis com as cenas que faríamos no dia. Foi basicamente assim. Certeza mesmo, eu só tive na hora de gravar a cena do beijo, com aquele romance no final. Eu não sabia mesmo, mas desconfiava. Mais do que a cena final, eu gostei da trajetória de Carolina. Ela se redimiu tanto pela dor. Primeiro descobriu que não podia ser mãe, e eu acho que foi a grande pancada. Porque uma mulher que desde o primeiro capítulo diz que o sonho é ser mãe e descobrir que não pode ter filhos… Depois adotar um menino que é soropositivo. Então, foi uma cascata de acontecimentos que foram levando a personagem para uma redenção real, sem forçar a barra. Fiquei muito feliz com essa trajetória. Gostei muito! E não tem feedback mais gostoso do que ouvir a opinião do público. Nós queremos passar emoção e tocar no coração das pessoas para que elas sintam alguma coisa.

A novela bateu recorde de audiência desde 2012, especialmente no capítulo final. A que você atribui tanto sucesso?

Eu acho que foram muitos fatores, mas o primeiro que eu destacaria é que o público das novelas não precisa ser subestimado, não precisa mais ter o mocinho ou vilão, o maniqueísmo clássico. É bom ou mau, é legal ou não. A Carolina não era uma vilã, era uma mulher de verdade, e eu sempre falei isso. Ela era uma mulher que tinha seus momentos egoístas e doces. Essa diversidade de características em cada um dos personagens, porque o Jonatas (Felipe Simas) também começou a novela mentindo para a mãe. A Elisa (Marina Ruy Barbosa) era turrona, agressiva. Cada um dos personagens tinha características ambíguas. Claro que isso foi se desenhando melhor ao longo da trama, mas eu acho que essa diversidade, esses universos tão contrastantes, dentro de cada um, foi o que fez com que as interações entre eles ficassem muito ricas. O público entendeu logo de cara, desde o comecinho. Em segundo lugar, era uma novela leve, despretensiosa, porque não veio com nenhuma trama mirabolante. Era a trama clássica, de com quem a mocinha vai ficar. Eu acho que foram pitadas de acertos e um elenco maravilhoso, muita gente bonita (risos).

Como foi para você viver uma jornalista? O que levou da profissão para a sua vida?

Eu levei que vocês são malucas. É muito puxado e tem que ter muita energia, porque são muitos eventos e ainda tem que chegar na redação e fazer a pauta, revisar. Vocês são todas malucas. Eu sou formada em publicidade, me formei pela ESPN do Rio de Janeiro. Sou da segunda turma de publicidade. É uma excelente faculdade. Eu tenho o meu diploma no meu escritório, mas nunca trabalhei na área. No semestre em que eu me formei, eu estava em “Laços de Família” (2000). Que, inclusive, está passando no Viva, mas ninguém merece (risos). Dá muita vergonha, eu era muito novata e não sabia nada.

Agora que a novela acabou, você já está se dedicando a um novo trabalho no cinema [o filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos”]. O que pode adiantar?

Eu já vou começar a rodar esse filme. Eu ia ficar de férias, mas foi um convite que veio num pacote muito lindo, porque tem direção de Pedro Vasconcelos, Marcelo Faria – que é meu amigo desde “Celebridade” (2003) -, de Jaqueline Joy e Leandro Hassum – com quem eu tenho vontade de trabalhar há muito tempo, porque somos amigos de longa data. Eles conseguiram enxugar bastante o cronograma de filmagens. E, por causa da agenda de todo mundo, tinha que ser agora ou nunca. Eu abri mão de 15 dias de folga e peguei para trabalhar. A emissora me deu umas férias de uns bons seis meses.

Você cortou o cabelo. Essa mudança de visual foi especialmente para interpretar a Dona Flor? Está se sentindo maravilhosa?

Ah, eu não sei se estou maravilhosa, mas eu gosto de cabelão. Cortar o cabelo, para mim, é uma tortura, mas eles estão na altura do ombro.

Você tem feito alguma preparação especial para viver a Dona Flor?

Nós iniciamos as primeiras leituras e começamos pela caracterização também. Nós vamos entrar na prosódia, apesar da minha estar em dia. Na primeira leitura veio tudo de “Gabriela” (2012) novamente. É uma coisa que a gente não esquece, sabia? Uma vez que entra, não esquece mais. Você pega um texto que precisa do sotaque, ele sai.

A Mariana Ximenes comentou que quando inicia um novo trabalho procura uma psicanalista para ajudá-la a compor a personagem. Qual o seu método?

Essa é uma das técnicas. Eu gosto de ter um coaching, um preparador só para mim. Uma pessoa com quem eu vá ler as cenas e que tenha um olhar de fora, para dar entonação e colocar outras coisas que eu tenha, como fragilidades ou dúvidas, por exemplo. Eu gosto de ter uma pessoa que não necessariamente tenha que ser um psicanalista ou terapeuta. Normalmente, eu trabalho com um coaching de ator mesmo. Eu já trabalhei muito com o Sergio Penna, que eu gosto muito. Na verdade, foi uma indicação do Santoro (Rodrigo, ator) há alguns anos. Gostei muito de trabalhar com ele. E tem Helena Varvaki também. São preparadores que eu gosto muito.

Outra notícia que circulou é a de que você faria a Gretchen no cinema. É verdade?

Não. Isso é tudo especulação, bate-papo. Não houve nenhum convite ou conversa oficial sobre este assunto.

Mas se o convite realmente surgisse, você aceitaria?

Eu não me sinto capaz de responder propriamente, porque o roteiro não existe. Sou capaz de vivenciar qualquer história. Eu aceitaria, mas tudo depende muito do roteiro, do diretor, da produtora. São muitos os fatores que determinam aceitar um convite para o cinema.

Este mês você também estreará “A Despedida”, um filme com o qual ganhou o prêmio de Melhor Atriz…

Estou superorgulhosa, porque daqui a pouco ele vai estrear. Esse foi um trabalho que teve um movimento diferente. Normalmente, nós lançamos e depois o filme corre festivais. Esse não. Ele ficou pronto, correu os festivais, foi superpremiado e agora está sendo lançado. Quando eu fiz o filme, o meu filho [Antônio, caçula] tinha quatro meses e hoje está com três aninhos. Mas esse foi um filme muito lindo, muito esperado.

A série “Dois Irmãos” está sem data de estreia, mas já está finalizada. O que você pode falar sobre a personagem?

Gravamos em Manaus [Amazonas] e foi maravilhoso. Estar ao lado do Luiz Fernando Carvalho [diretor] foi um presente. A maioria dos atores já trabalhou com ele e sabe como é gratificante. Nós nos sentimos estimulados no exercício como atores. Ele tem sensibilidade que emula emoções muito especiais na hora do “gravando”. É muito gostoso! Nós demos início a esse projeto em setembro (2014). Então, você imagina. Eu faço a primeira metade da minissérie. Ficou muito bonito. Todo tempo de dedicação valeu super à pena.

Recentemente, você postou um vídeo chamando a atenção de Pedro (5 anos), seu filho mais velho, que repercutiu bastante…

Eu já expliquei para ele o que significa idiota, mas também disse que nem isso ele pode falar (risos). Foi muito engraçado e despretensioso. Eu fui muito elogiada por essa postura, mas foi algo que eu não estava programando ou esquematizando. Ele estava aprontando desde cedo e quando jogou o boneco pela janela, eu falei: “Agora eu vou filmar para ver a cara que ele vai fazer”. O vídeo ficou tão fofo, que eu, como mãe, quero me exibir, né, gente?! Tem coisas que eu quero mostrar. Olha como o meu filho é fofo, engraçado. Eu decidi postar porque achei demais, mas o mais legal é que, sem querer, eu acabei ensinando as pessoas de alguma maneira, que nós temos que colocar de castigo, sem gritaria, porque violência pode ser verbal também. Não precisamos gritar e nem levantar o tom de voz. Nós temos que saber que recado vai passar. A mensagem é o mais importante.

É nítido que você está mais musculosa e, inclusive, tem postado alguns vídeos malhando e dançando ao lado de algumas atrizes. Esse seria o segredo para manter a forma?

Eu sempre gostei de fazer atividade física. Na verdade, o segredo é exercício mesmo. Não sou de fazer dieta ou algo muito cartesiano. Eu sei me alimentar bem, gosto de comer saudavelmente, mas como um chocolate e tomo sorvete, de vez em quando. Quando vou ao cinema, como pipoca, só não tomo refrigerante. Mas corro atrás do prejuízo no dia seguinte. A minha diretriz é essa, correr atrás depois, malhando e dançando (risos). Eu estou fazendo muay-thai também. Eu não gosto de musculação, não faço. Por isso, precisava arrumar alguma atividade física que me fortalecesse, até porque esse exercício tonifica mesmo os músculos. Eu precisava de algo para fortalecer, mas não tinha paciência de ficar naquela coisa de musculação, e a luta é muito dinâmica. Eu recomendo, é muito divertido, você queima para caramba e, quando percebe, está com 190 de batimentos cardíacos. A hora passa muito rápido. Isso para mim é legal. É igual a dança, a hora passa e eu nem percebo.

Além de atriz você também tem o lado empreendedora, abrindo alguns salões de beleza pelo Brasil. Como tem sido essa experiência?

Os salões estão indo superbem e, no momento, estou com cinco. É meio que rotina para mim, porque eu tenho que cuidar. Não tenho como fugir disso. Eu gosto de ir para bater papo, levar as novidades. […] A minha função no salão é buscar essas coisas. Faço essa parte da pesquisa e fico perguntando como se faz um cabelo em Paris. Enfim, fico na área do criativo, porque como administradora eu sou péssima [risos].

Você se considera uma mulher intuitiva?
De alguma maneira, na minha profissão, sou intuitiva. Isso me ajudou a identificar algumas pessoas. Eu tenho uma sensibilidade boa para detectar. É claro que nem sempre nós acertamos, mas eu tenho uma boa percepção das primeiras impressões, das coisas que eu pesco.



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