Roberta Rodrigues faz revelação sobre cabelo platinado para “A Regra do Jogo”: “Fiquei deprimida”


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Quem acompanhou Roberta Rodrigues ostentando um poderoso megahair loiro platinado nos últimos nove meses por aí não sabe o sufoco que a atriz passou até se adaptar ao look de Ninfa, sua personagem em “A Regra do Jogo” – trama antecessora de “Velho Chico” na faixa das 21h da TV Globo.





“Passei um mês com o cabelo preso […] Não sabia lidar com aquilo. Fiquei meio deprimida nas primeiras semanas. Só soltei o cabelo quando começamos a ensaiar as coreografias, porque eu precisava saber como usá-lo nas cenas. O cabelo caía no meu prato, vivia entrando na minha boca, era uma loucura. Aos poucos, eu fui dominando ele”, contou ao Famosidades.

Engana-se quem pensa que tudo foi sacríficio na construção da personagem. A beldade se sentia uma verdadeira estrela pop cada vez que subia ao palco da Caverna da Macaca como uma ‘Merlôzete’.

“Só o cabelo ja te dá poder. Ai você veste uma roupa cheia de vidro, te colocam em uma luz incrível, do lado do gato do Juliano Cazarré de Merlô, figurantes lá te achando a diva pop… Você se acha a Beyoncé”, brincou.



Roberta destacou ainda que se inspirou em duas funkeiras para encontrar o tom de Ninfa: Valesca Popozuda e Yani de Simone, a Mulher Filé. O motivo? A dupla tem uma imagem forte no palco e em frente às câmeras, mas são duas mulheres muito reservadas fora de cena. “Quis usar essa dualidade”, explicou.



Confira a íntegra do papo com a famosa a seguir!

FAMOSIDADES – O look poderoso da Ninfa foi muito elogiado nas redes sociais. É verdade que você não curtiu o megahair loiro no início?

ROBERTA RODRIGUES – Foi uma mudança radical. Foi bem difícil depois que eu tingi e me olhei no espelho. Passei um mês com o cabelo preso, critiquei muito. O cabelo era muito grande, quase branco e eles ainda queriam que fosse maior. Eu avisei que não ia conseguir usar. Não sabia lidar com aquilo. Fiquei meio deprimida nas primeiras semanas. Só soltei o cabelo quando começamos a ensaiar as coreografias, porque eu precisava saber como usá-lo nas cenas. O cabelo caía no meu prato, vivia entrando na minha boca, era uma loucura. Aos poucos, eu fui dominando ele.

Dava para se sentir meio Beyoncé com aqueles looks?

Total! Só o cabelo ja te dá poder. Ai você veste uma roupa cheia de vidro, te colocam em uma luz incrível, do lado do gato do Juliano Cazarré de Merlô, figurantes lá te achando a diva pop… Você se acha a Beyoncé. Minhas roupas eram muito curtas. A primeira vez que gravei a cena me senti na laje de ‘Salve Jorge’ [risos].

Seus figurinos na novela eram muito curtos. Teve alguma preocupação com o corpo para não fazer feio no vídeo?

Fiz uma dieta, mas nada radical. Cortei algumas coisas, como chocolate e massa à noite. Sempre tive uma boa alimentação, mas gosto de comer uma feijoada, frituras… Então, abri mão de algumas coisas e fechei um pouco a boca porque a personagem usava roupas muito curtas.

O figurino te ajudava a entrar na personagem?

Quando eu estou na personagem, a entidade baixa e a Roberta vai embora. Eu não lembro nem onde fica a câmera no set. Sempre tive uma liberdade muito grande com essa coisa de marcação. Esse foi meu maior receio quando vim fazer televisão, porque é algo que me incomoda o ator ter que ficar parado dando texto. Para mim, não passa verdade. Já tomei muito esporro por isso. Em “A Regra”, a Amora [Mautner, diretora da novela] ‘quebrou’ essa linguagem e deixou a gente solto no cenário.

A Amora Mautner e o João Emanuel Carneiro dão muita liberdade para os atores criarem em cena. Você deve ter ficado muito à vontade, já que surgiu em um movimento mais espontâneo de trabalhar, né?

Com certeza. É bom ressaltar que o texto do João é tão incrível que não é necessário acrescentar nada, mas a Amora estimulava muito aquela coisa que nascia ali na troca dos atores em cena. Ela permitia muito que a gente brincasse, criasse bordões… Isso é maravilhoso! Eu amo levar cacos. A ‘Sogra Master’, que é como a Ninfa chamava a Adisabeba, eu peguei de uma amiga lá do Vidigal. Vou observando e aproveitando. As gírias se universalizaram com as redes sociais. E o jovem gosta de se reconhecer na novela. Ele acha o máximo quando o ‘dialeto’ que ele usa vai parar na TV. Isso ajuda a aproximar esse telespectador do veículo.

Essa personagem exigiu que você mostrasse seu lado dançarina. Como foi essa preparação?

Começamos com um coreógrafo, mas não deu certo. Aí eu indiquei a Danúbia Firmo. Ela dança com a Valesca, é coreógrafa da Mulher Filé e, além do funk, domina o estileto. Acabou que ela conseguiu colocar a Letícia Lima, o Juliano e eu para dançar.

As pessoas acham que, por ter nascido no Vidigal, você é uma funkeira nata. É isso mesmo ou você teve alguma dificuldade em fazer isso profissionalmente?

Confesso que em vários passos eu travava e tinha que ficar treinando. Moro no Vidigal até hoje, mas não vivo do funk, vivo da minha arte. Todo mundo acha que, porque sou do morro, sei dançar funk. Não é bem assim. Claro que mando bem, mas ser uma dançarina de funk profissional é outra coisa.

Se inspirou em alguma funkeira para encontrar o tom da personagem?

Observei muito a Mulher Filé. Você ver a mulher toda espalhafatosa, imagina uma pessoa vulgar. Só que quando você conversa com ela, se surpreende. Ela é uma menina super gente boa, maravilhosa. Quis usar essa dualidade. Conversei muito com a Valesca também. Ela é outra que tem essa persona forte e é uma fofa fora do palco.

Na trama, a Ninfa dividia o Merlô com a Alisson. Já passou por uma situação parecida na vida real?

Nunca passei e jamais me permitiria aceitar esse tipo de coisa. Sou muito cafona nesse sentido. Gosto das coisas certinhas, sabe?

Você está namorando há algum tempo alguém que não é do meio artístico. Como ele lida com o ciúme? Ele assiste às cenas mais quentes ou evita ver suas novelas?

Ele é muito tranquilo e me respeita. É claro que é difícil, mas ele tira de letra e fico encantada, porque se eu estivesse no lugar dele, não teria essa sabedoria.

Seu olho brilha quando fala dele. Já anda fazendo planos de casamento?

Estou querendo, sim. Sempre fui uma pessoa muito reservada. Demoro a me entregar para alguém. Com ele, bateu. Nos conhecemos há muito tempo, mas começamos a namorar só agora. Mas sinto que é o amor da minha vida. Quero ficar velhinha do lado dele. Já falei que, se ele não quiser, está ferrado. Não deixo ele ir embora!