Cissa Guimarães repudia condenação de assassino do filho Rafael: “Vergonha”


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Cissa Guimarães voltou a se pronunciar a respeito da decisão judicial de condenar Rafael de Souza Bussamra – que atropelou seu filho Rafael Mascarenhas – e o pai do rapaz, Roberto Bussamra – por oferecer propina para inocentar o filho -, a pouco mais de três anos de serviços comunitários.

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“Saí do fórum arrasada. Sentei no meio da rua, numa mureta, e me senti tão reduzida a nada. Lutei tanto… Mas preciso ter força, isso não vai me derrubar. Sou a mãe do João, do Tomás e do Rafael. Preciso me fechar na minha fé, que é algo maior, porque estou descrente na Justiça dos homens. É tudo muito triste”, lamentou ao “Ego”.

A decisão dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro abalou toda a família da artista.

“Não estou nem indignada… Estou triste e com vergonha. Estou com medo do que estamos nos transformando. Essa não é uma decisão que afeta apenas minha família. O que aconteceu dá medo para todos nós enquanto sociedade. Uma sociedade que é co-refém dessa atrocidade”, disparou.

O desapontamento da apresentadora deve-se ao fato de que, em primeira instância, Rafael Bussamra tinha sido condenado a sete anos em regime fechado e a cinco anos e nove meses em semiaberto. Já seu pai tinha recebido sentença de oito anos e nove meses em regime fechado.

Contudo, recorreram da decisão e conseguiram um habeas corpus para aguardar o julgamento em liberdade.

“Provavelmente havia adolescentes vendo aquela sessão… O que eles vão aprender? Por várias vezes tive vontade de dizer ‘não’. Reverter uma pena por homicídio com serviços comunitários? Reverter uma pena por corrupção ativa com serviços comunitários? Que serviço comunitário vai ser esse? Que esses serviços transformem essas pessoas em seres melhores e que elas aprendam alguma coisa porque até hoje não aprenderam nada”, completou.

Cissa aproveitou para ressaltar que a família Bussamra nunca a procurou após a morte de Rafael: “Nunca fizeram isso. Eu juro que perdoaria, a gente se coloca na posição do outro. Acidentes podem acontecer… Uma amiga há pouco tempo atropelou acidentalmente um homem, mas parou, ofereceu ajuda, ficou com a família no hospital… Agora, fazer isso e nunca se aproximar? Não é só indignação, é medo”.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Superior Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Relembre o caso

Rafael Mascarenhas foi atropelado em julho de 2010, no Túnel Acústico, no bairro da Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro, enquanto andava de skate com amigos. No momento do acidente, a via estava fechada ao trânsito, mas foi invadida por motoristas que praticavam corridas ilegais, conhecidas como ‘rachas’. No grupo, estava Rafael Bussamra, que conduzia o carro que acertou o filho de Cissa Guimarães.

O laudo do carro de Rafael Bussamra mostra que o veículo estava a cerca de 100 km/h no momento do acidente, quando a velocidade máxima permitida no túnel é de 70 km/h.



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