Gianecchini analisa início da carreira: “Pensei em desistir”


© TV Globo


Exatamente há vinte anos, Reynaldo Gianecchini estreava na TV como Edu, o protagonista da novela “Laços de Família”, aos 27 anos de idade. Naquele período, ele buscava aprimoramento como ator e, ao mesmo tempo, tentava se encaixar à nova e intensa rotina de galã global. Giane ficou casado com Marília Gabriela de 1999 a 2006 e revelou que a jornalista teve papel fundamental em seu crescimento.





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“A minha grande ajuda para lidar com esse interesse repentino na minha vida pessoal foi a Marília, que já era uma mulher de televisão e sabia muito deste meio. Ela era o meu porto seguro. Ela me ajudou a segurar essa onda. Pensei várias vezes em desistir porque achei o pacote muito pesado com essa falta de privacidade, ter que lidar com tanta fofoca e ouvir as pessoas falando tantos absurdos sobre a minha vida. Isso me machucava muito. Hoje em dia, não faz nem mais cócegas”, revelou.

Nascido em Birigui, no interior de São Paulo, o jovem já tinha viajado o mundo como modelo, mas enfrentava o desafio de entender o interesse da mídia e do público por sua vida pessoal. Um dos assuntos mais comentados por todos os lados era o seu relacionamento com a apresentadora Marília Gabriela, 24 anos mais velha.  “Era uma loucura. É muito bom quando a gente analisa o tempo e vê o quanto a gente vai mudando. Tinha aquela ingenuidade do jovem”, disse.

Agora, aos 47 anos, Gianecchini fala com naturalidade também de sua sexualidade. Em recente entrevista a uma publicação, o galã contou que não gostava de se encaixar em gavetas e que dentro dele cabia tudo.



“As pessoas precisam sempre de rótulos para tudo. O mais legal que vejo nesta geração nova é falta de rótulos. Um termo que eu acho bacana é o fluido. Seja o que você for, é fluido, sem nomes. Cada um tem que olhar para a sua própria sexualidade. Não tem mais rótulo. Gay, hétero e bissexual são rótulos muito velhos e não me interessam. Quando eu disse que cabe tudo dentro de mim é porque acredito que tudo tem dentro de todo mundo, mas você se conecta com algumas partes. As pessoas ainda têm uma visão muito segmentada de ‘você é hétero, você é bissexual, você é gay’. É uma gaveta que querem te colocar. Eu sempre tive essa consciência, mas acho que com a maturidade a gente vai entendendo melhor a sexualidade e quem você é”, afirmou.