Nando Reis relembra quando foi vaiado por 5 mil pessoas


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    Foi ao som de passarinhos e galo cantando ao fundo que Nando Reis, primeiro convidado de 2021 do podcast “Essenciais”, da Deezer, bateu um papo à distância com a jornalista Roberta Martinelli em seu sítio em Jaú, no interior de São Paulo, contando sobre sua trajetória nos Titãs e na sua carreira, até se tornar um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira na atualidade.

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    Durante a infância e adolescência, Nando teve contato constante com a música. Foi nessa época que ganhou seu primeiro violão da avó, começou a compor e teve contato com a primeira banda de garagem e enxergou o seu caminho: “Tudo aquilo era fascinante, porque, de alguma maneira, quando vi de bem perto tudo o que eu ouvia nos discos que eu comprava e assistia nos shows, me dei conta da existência desse universo”

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    A primeira banda do cantor foi formada por colegas do Colégio Equipe e, logo na primeira apresentação do grupo, ganhou o 2º Festival Secundarista do Colégio Santa Cruz. Para Nando, essa experiência foi uma pré-escola para o que de fato seria o Titãs, que nasceu três anos depois desse festival. O primeiro disco da banda, “Sonífera Ilha”, foi gravado em 1984 e, com a canção que levava o mesmo título do EP, Titãs se tornou mais conhecido e começou a rolar mais shows. No entanto, Nando lembra como esse começo foi bem desafiador: “No começo não tínhamos muito público – chegamos a tocar “Sonífera Ilha” 3 vezes no mesmo show – éramos muito esquisitos – já fomos vaiados por 5 mil pessoas”

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    Desse mesmo EP, saiu a canção “Marvin”, que foi o primeiro hit do grupo. No entanto, a música só estourou mesmo anos depois – passando a tocar em todas as rádios. “Me lembro que estava no carro em Salvador e rodei o rádio. Marvin estava tocando em 5 estações ao mesmo tempo, foi bizarro”, contou

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    Anos depois, com mais de dez anos de estrada e, inclusive músicas censuradas pelo regime militar, o Titãs lança seu sexto disco da banda, “Tudo ao Mesmo Tempo Agora”, em 1991 – ano que marcou o Titãs com a saída de Arnaldo Antunes. Dois anos depois, quando lançaram “Titanomaquia”, Nando conta que, nesse momento, começou a sentir uma necessidade de compreender e se relacionar com outros artistas e buscar sua própria sonoridade

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    O primeiro disco solo de Nando, o “12 de janeiro”, surgiu em uma época em que o artista sentiu a necessidade de buscar mais realizações por si só. “Minha identidade como artista se deu primeiro como compositor e depois como cantor e intérprete, uma vez que minha agenda dependia da agenda do Titãs, que vivia cheia, e eu não conseguia me dedicar a fazer shows”. Desse disco de estreia, a música “Me diga” fez um enorme sucesso e levou à indicação ao VMB de 1995 nas categorias Escolha da Audiência, Videoclipe do Ano, Videoclipe de MPB, Edição em Videoclipe, Fotografia em Videoclipe, Direção em Videoclipe – Marisa Monte levou todos os prêmios

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    Dois anos depois de sua estreia solo, com o lançamento do disco “Infernal” e sua saída definitiva dos Titãs, Nando Reis tinha o desejo de realizar sua primeira turnê, que acabou não acontecendo. Mesmo frustrado, o cantor decidiu gravar as músicas desse show, tocando ao vivo no estúdio Toca do Bandido. O resultado foi um disco memorável, que conta com a gravação de “Segundo Sol”, da saudosa Cássia Eller. Inclusive, foi no mesmo ano que sofreu a perda dessa grande parceira e, também de Marcelo Fromer, guitarrista do Titãs.

    Nando conta o quão foi desafiador fazer shows. Apesar de ter diversas composições, inclusive gravadas por grandes intérpretes, como “Pra você guardei o Amor”, gravado com Ana Canãs: “As pessoas não sabiam quem eu era, ainda me viam como intérprete”. Com o disco “Jardim/Pomar”, ganhou o Grammy Latino de 2017, na categoria Melhor Álbum de Rock ou Alternativo em Língua Portuguesa. Nando destaca que nesse álbum há uma música muito especial na sua vida, escrita para Vânia, sua companheira de 1985 a 2003, e depois de 2013 até hoje, e mãe de seus cinco filhos Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael

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    Em 2020, com a pandemia, o mercado da música percebe a necessidade de se reinventar e não foi diferente com o músico. Nesse contexto, surge o EP Nando Reis Em Casa, gravado ao vivo. Nesse disco, lançou o single “Espera Primavera”, que reflete sobre os tempos atuais do ponto de vista do isolamento. Para Nando, a música é um ode à esperança: “Eu estava muito angustiado e assustado no primeiro mês, sem vontade de tocar nada e essa música é muito significativa, é um bote salva-vidas! Ela fala do momento em que vamos nos reencontrar como um momento auspicioso de que isso não vai durar – a música tem um Q de esperança – de que vamos sair disso”, concluiu