Vanusa é velada em SP; enterro será nesta segunda (9)


© Leo Lemos/Ed.Globo


A cantora Vanusa, que morreu aos 73 anos neste domingo (8), de insuficiência respiratória, em uma casa de repouso em Santos, litoral de São Paulo, será velada pela família e amigos próximos no Funeral Arce Morumbi, nesta segunda-feira (9), das 8 às 14 horas, na capital paulista. O sepultamento será às 16 horas, no Cemitério de Congonhas.





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A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da família, que também divulgou um texto, Vanusa por Vanusa, do musical “Ninguém É Loira Por Acaso”, escrito e produzido por Léa Penteado.

Vale lembrar que a artista ficou 32 dias internada em um hospital santista em setembro e outubro deste ano.

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“Meu nome é Vanusa Santos Flores. Nasci em Cruzeiro, interior de São Paulo, cresci entre Frutal e Uberlândia. Tenho 73 anos, 3 filhos, 5 netos. Sou do signo de Virgem, ascendente Escorpião, lua em Sagitário. Tenho 1,58 metro de altura e peso 54 quilos. Fui casada seis vezes e uma vez a Hebe me perguntou por que eu casava tanto, se os maridos não eram bons.



Aquela mania que a gente sempre tem de culpar o outro, de achar que os amigos estão certos e que o resto do mundo está errado. Mas lamento comunicar que todos os meus maridos foram ótimos, o problema é que a minha expectativa era outra. Eles foram e aconteceram no tempo que tinham que acontecer. Os maridos se foram, como os anéis, mas ficaram os dedos, os filhos, as histórias…

Minha vida sempre foi uma sucessão de perdas e ganhos… Perdi casas, apartamentos, carros, contratos, situações confortáveis. Ganhei experiência, amigos, uma profissão que me proporcionou ser quase tudo o que queria. Mas apesar de tudo, jamais perdi a dignidade nem a memória.

Lembro tudo, cada história, cada sentimento, tudo muito bem guardado aqui dentro como se fosse ontem.  A minha força está no que vi e vivi. Isso ninguém me tira.

Uma das primeiras formas de expressar meus pensamentos ficou registrada numa música, que tem uma ligação total com o meu primeiro casamento. Eu estava grávida da Amanda, e um dia, com o meu parceiro Mario Campana, peguei o violão e de uma tirada só fizemos uma música, Manhãs de Setembro.

Antônio Marcos quando ouviu disse que a música não era comercial. Naquele tempo todas as músicas que ele fazia eram muito comerciais e por isso eram um grande sucesso. Ouvir aquele comentário foi horrível, me senti incapaz e impotente. Mas esta música me trouxe enormes alegrias, sucesso no rádio, reconhecimento do público.”