Ministério do Trabalho acusa empresa de trabalho escravo no Rock in Rio




O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) acredita que 17 pessoas que prestaram serviços no Rock in Rio, que chegou ao fim no último domingo (27), estavam em situação análoga à escravidão.





Os auditores fiscais afirmaram que os trabalhadores eram funcionários da “Batata no Cone”, empresa que alugava espaço para atuar no festival. Em outras palavras, o órgão considerou que os ambulantes pagavam para trabalhar.

Isso porque, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, os vendedores são de São Paulo e foram para a capital fluminense bancando todos os custos de passagens, hospedagem na favela do Urubu, alimentação e atestado médico.

Além disso, eles ainda tiveram de pagar R$ 400 para garantir uma vaga na lista de colaboradores.

A remuneração era equivalente a R$ 2 por pacote de batata vendido por R$ 14, sem adicional. Com isso, cada vez que um funcionário terminava um turno sem vender batatas, tinha que pagar R$ 12 por cada.

“Um deles vendeu cerca de 500 batatas e ganhou R$ 1.000. Ainda assim, ao final, tinha uma dívida de R$ 1.500”, disse a auditora-fiscal Márcia Miranda à publicação.

Ainda segundo o MTE, eles eram submetidos a jornadas de trabalho excessivas, trabalhando até 10 horas por dia carregando peso, e dormiam no chão em um apartamento que abrigava 18 pessoas sem condições de higiene.

A “Rock World” informou que a empresa “Batata no Cone” não é contratada pelo festival, e apenas aluga um espaço para atuar na Cidade do Rock.