Queen volta ao Rock in Rio com Adam Lambert e honra show histórico de 1985


© Márcio Cassol/ Famosidades


Trinta anos após a histórica apresentação na primeira edição do Rock in Rio, o Queen voltou ao Brasil nesta sexta-feira (18), desta vez com o jovem Adam Lambert nos vocais. A apresentação na noite de abertura do festival contou com os inúmeros hits da banda inglesa e, claro, com referências ao ex-líder Freddie Mercury, morto em 1991.

Não importa se eram velhos fãs saudosistas ou então jovens que descobriram o Queen há pouco tempo – todo mundo entrou no clima de comoção da apresentação que fechou o primeiro dia do Rock in Rio, no Palco Mundo.

Durante o show, Freddie Mercury apareceu como referência no telão na indispensável balada “Love of My Life”. Mais adiante, Lambert fez um emocionante dueto com o antigo líder do Queen, por meio de gravações antigas, no catártico clássico “Bohemian Rhapsody”.

Fenômeno pop nos Estados Unidos, Adam Lambert mostrou ao público brasileiro que consegue segurar a onda de figurar no lugar que era de Mercury. O vocalista que saiu do programa “American Idol” mostrou atitude à frente da banda, sem se arriscar em copiar o estilo do antigo dono do microfone do Queen.

Além de Lambert também participam da atual formação da banda dois integrantes originais do Queen: o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor. Apenas o baixista John Deacon não integra a turnê “revival” do grupo, que já foi considerado o mais importante do rock mundial.

Trajado de couro dos pés à cabeça, Lambert abriu o show cantando “One Vision”. Em seguida vieram “Stone Cold Crazy” e “Another One Bites to Dust”. Era só o prenúncio de uma coleção farta de clássicos que já fizeram a cabeça de todo fã de rock.

Lambert mostrou todo seu lado performático em “Killer Queen”, lançando olhares sedutores ao público, deitado num sofá. Em seguida, chamou os brasileiros de “lindos” e agradeceu May e Taylor pela oportunidade de integrar uma banda tão cultuada. O público devolveu o gesto ao cantar junto “Don’t Stop Me Now”.

Do alto de seus 68 anos, o veterano May impressionou pela boa forma em um show de duas horas e por continuar com muita personalidade com a guitarra em mãos, caprichando nos solos, como em “Somebody to Love”.

Na sequência, May tomou o palco só para si para executar a balada “Love of My Life”, canção icônica do Rock in Rio de 1985. O público se emocionou com a reprodução no telão da mesma música no show de três décadas atrás, em trecho em que Mercury rege a multidão brasileira.

Depois, quem diria, foi a vez de Roger Taylor dar uma palhinha no microfone. Ele largou as baquetas para entoar o clássico “A Kind of Magic”. Em seguida, travou um duelo de baterias com o filho Rufus, em atração que pareceu meio deslocada do contexto geral.

Mas, em meio a uma enxurrada de hits do Queen, sobrou no repertório uma canja para uma composição própria do novato Lambert, que levou a sua “Ghost Town” ao público do Rio de Janeiro.

Mas quem foi ao Palco Mundo na noite desta sexta-feira queria ouvir mesmo os hits do Queen. Vieram então “Radio Ga Ga” e “Crazy Thing Called Love” para saciar a vontade do público de cantar a plenos pulmões os clássicos da banda de May e Taylor. Depois “Bohemian Rhapsody” fez todo mundo pular em seu trecho mais roqueiro.

“We Will Rock You” testou a garganta de quem aguentou um dia inteiro de festival. Por fim, já com madrugada adentro, o final apoteótico veio com “We Are The Champions”, em que Lambert mais uma vez dividiu os vocais com a multidão presente no Palco Mundo. E assim, com a emoção à flor da pele, o Queen conseguiu um desfecho à altura das memórias do show de 1985.



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