Rock in Rio: Com cara de baile da saudade, homenagem aos 30 anos do festival abre Palco Mundo


© Márcio Cassol/ Famosidades


Grandes nomes da música nacional se revezaram em uma apresentação repleta de clássicos dos anos 80 e 90, na abertura do Palco Mundo, nesta sexta-feira (18), no Rock in Rio.

Com cara de baile da saudade, Frejat foi o primeiro a entrar em cena e começou com “Pro Dia Nascer Feliz”, que ficou eternizada na voz do lendário Cuzuza e que continua na ponta da língua de qualquer fã brasileiro. Na sequência, com seu estilo sempre diferenciado, Ney Matogrosso foi chamado ao palco para cantar duas canções e começou mais um hino dos anos 80: “Por Que a Gente É Assim?”.

O Skank tocou o hit de formatura “Vou Deixar” e garantiu a animação da plateia. O vocalista Samuel Rosa anunciou o convidado seguinte respeitando a trajetória do cantor: “O inventor do rock brasileiro. Eramos Carlos!”.

Bastante animado e mostrando empolgação por estar ali, Erasmo fez todos cantarem ao som de “Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo”. Ao final da apresentação de “É Proibido Fumar”, o músico não poupou elogios ao festival e disparou: “Esse era o Rock in Rio que eu queria ter visto e sonhado em 85”. Na primeira edição, Erasmo Carlos foi vaiado e já confidenciou que guarda mágoas do episódio.

Ivan Lins teve sua chance, mas não conseguiu levantar tanto o público. O compositor abriu sua vez com “Depende de Nós” e na sequência, “Novo Tempo”.

O guitarrista do Sepultura Andreas Kisser começou com um solo de guitarra e, mesmo no escuro, foi reconhecido pelos fãs próximos à grade, que o ovacionaram. Logo depois, todo brincalhão e segurando uma bola da banda Blitz, sucesso dos anos 80, Evandro Mesquita fez uma das melhores apresentações do especial.

Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, entrou para cantar com Evandro, mas logo saiu do palco. O vocalista puxou “Longe de Casa”, “A Dois Passos do Paraíso” e um trecho de “One Love”, do inesquecível Bob Marley. Tudo isso com backing vocal de Andreas Kisser.

Foi, então, a vez de George Israel e seu inseparável sax. Depois de belo solo, o músico cantou, ao lado de Evandro, “Lágrimas de Chuva”, a canção, talvez, mais conhecida do Kid Abelha. Ao final de mais essa parte do show, George e Mesquita fizeram um duelo entre sax e gaita.

Os Paralamas do Sucesso tocaram duas músicas. A primeira, sem a próxima convidada, o grupo executou “Óculos”. Depois, já com Ivete Sangalo no palco, “Uma Brasileira” foi muito comemorada pelos fãs. Livre, leve e solta no palco, e esbanjando simpatia, a musa levantou geral com “Tempo de Alegria”.

O Jota Quest ficou pouco tempo, mas o suficinte para animar o ambiente com “Do Seu Lado”. O Capital Inicial entrou com energia com uma de suas principais músicas, “A Sua Maneira”. Com Andreas Kisser na guitarra, o vocalista, para variar, foi para o público e cantou pertinho das fãs. Os metaleiros ainda ganharam um presente com a performance de “Ratamahatta”, do Sepultura.

Com “Polícia”, os Titãs também começaram bem e mantendo a animação. “Bichos Escrotos” foi uma boa pedida do grupo, que assegurou os elogios de um público já satisfeito até então. Andreas Kisser voltou para mais um solo e passou para o conhecido tema do Rock in Rio.

Com todos os convidados no palco cantando a trilha do festival e puxando o coro que vinha da plateia, o especial foi encerrado com a tradicional queima de fogos acima do palco principal.



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