Rock in Rio: Em show protocolar, Noturnall anima fãs com ex-Helloween no fim


© Márcio Cassol/ Famosidades


Fundada em 2013 pelos ex-integrantes do Shamam – menos o baterista Ricardo Confessori -, e por Aquiles Priester, que também já foi o dono da bateria de outra banda, o Angra, o Noturnall abriu os trabalhos do Palco Sunset, neste sábado (19), o segundo dia do Rock in Rio.

Aos amantes do metal, o Noturnall fez um show como manda o figurino para esse estilo de apresentação: som pesado. Porém, uma apresentação sem grandes novidades. Em boa parte até não tão animada. Foi possível ver um público mais quieto, sobretudo do meio para o fundo do espaço destinado ao palco secundário. A escolha de Michael Kiske, ex-integrante da banda alemã Helloween, como convidado foi acertada, pois levantou o ânimo, fazendo com que a apresentação terminasse um pouco mais elétrica.

O grupo brasileiro começou sua apresentação com “Kake Healers”. O público mais animado estava na grade, bem pertinho do palco. Mesmo com um bom número de pessoas acompanhando o show, o clima não era tão animado assim.

Os marmanjos na plateia se animaram um pouco na canção seguinte, “Zombies”. Dançarinas zumbis entraram no palco e pularam nos postes de pole dance espalhados pelo local. Em “Fight The System”, ainda com o microfone um pouco baixo, o vocalista Thiago Bianchi pegou uma bandeira do Brasil e a enrolou no pescoço. Cena que os fãs gostaram e o aplaudiram.

Tentando chamar o público, Thiago pediu para que fosse aberta uma roda de “bate-cabeça” um pouco antes de começar “No Turn at All”, que ainda contou com um boneco para lá de macabro no palco e que tinha um lança-fumaça. Mas até então o show rolava protocolar.

Em seguida o cantor chamou ao palco sua mãe, Maria Odette: “Queria falar sobre gerações. É muito especil apresentar uma pessoa. Quero que recebam de braços abertos, uma das maiores cantoras do Brasil. Minha mãe, Maria Odette”.

Cantando ao lado de sua progenitora, a canção escohida foi “Woman in Chains”, do Tears For Fears. Os fãs receberam bem a novidade, mas não foi um momento realmente animado.

“Cowboys From Hell”, do Pantera, ajudou o Noturnall a chamar a plateia para seu lado novamente. E como consequência dessa energia recebida com a canção cover, a interação dos dois lados foi bem maior até o fim do show, fazendo com que “Nocturnall Human Side” tivesse uma performance menos protocolar, digamos.

Para “Expecional”, Thiago chamou o guitarrista norte-americano Mike Orlando, fundador do Adrenaline Mod. Mas essa era a hora. Michael Kiske também foi convidado a subir ao Palco Sunset e, mais uma vez, o público voltou a se agitar com a presença de um dos principais músicos do rock.

Com o cantor alemão, “Expecional” e “Sugar Pill” foram bem executadas. Visilmente animado e empolgado por estar no festival, Kiske reverenciou o público.

Logo depois, para a última canção deste show, “I Want Out”, um dos maiores hist do Helloween, foi tocada. Sem dúvida foi o melhor momento da apresentação e com os fãs cantando juntos. Com o fim da música, em meio aos aplausos, Michael recebeu o carinho de Thiago Bianchi: “É uma grande honra em tê-lo aqui neste Rock in Rio. Todos vocês merecem tudo isso e ter um homem como esse panssando por aqui”.



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