Rock in Rio: Metallica coloca fãs em cima do palco e sofre com problemas técnicos


© Márcio Cassol/ Famosidades


Depois de um desfile de várias tendências do metal ao longo do sábado, finalmente chegou a vez da realeza do gênero, com o Metallica. James Hetfield, Lars Ulrich e companhia já estiveram muitas vezes no Brasil, mas sempre sabem tornar a visita especial. Os americanos fecharam a programação do dia no Palco Mundo com uma coleção de clássicos e muita disposição, mas sofreram com um imprevisto de som.

A surpresa da apresentação estava em cima do palco, atrás da banda. Um grupo de fãs ganhou o privilégio único de ver o show bem atrás da bateria de Ulrich. Foi praticamente uma torcida organizada do grupo, um dos mais amados do rock pesado internacional. Tudo, claro, com muitos selfies pelo celular.

Em mais de duas horas de show, já na madrugada carioca, o Metallica soube mesclar o repertório com clássicos indispensáveis, a fase anos 90 que divide opiniões e um ou outro material mais recente. O carnaval metaleiro da turma de Hetfield começou com “Fuel”, cantado harmoniosamente com o público presente no Palco Mundo. Em seguida veio o clássico “For Whom the Bell Tolls”, com os caprichados solos de Kirk Hammett.

Durante “Battery”, Hetfield perguntou ao público: “Rio, você está vivo?”. Em seguida veio “King Nothing”, com os fãs vibrando na frente do palco e em cima dele.

Mas, durante “Ride the Lightning”, um momento para cortar o clima de todos. O som falhou duas vezes e obrigou os americanos a interromperem a apresentação por alguns breves minutos após o solo de Hammett. Depois de alguma apreensão, no entanto, “The Unforgiven” deu continuidade ao show.

Depois de “Wherever I May Roam”, “Sad But True” e um solo de baixo de Robert Trujillo, um momento de catarse da apresentação aconteceu com “One”, muito graças à sinfonia de guitarras promovida por Hammett e Hetfield.

Após “Fade to Black”, Hetfield perguntou para o público se ele estava cansado já. Em seguida perguntou se eles conheciam o álbum “Kill’em All”, dando a dica do que viria pela frente. Claro que “Seek and Destroy” não poderia faltar no repertório, principalmente para contentar o fã que cultua os primeiros álbuns, na fase mais agressiva da banda.

O ultimo trecho do show começou com “Whiskey in the Jar”, oferecida por Hetfield a Cliff Burton, baixista da banda morto num acidente automobilístico em 1986. “Cliff continua aqui presente em nossos corações e em nossa música”, afirmou o vocalista sobre o ex-colega de banda.

Em seguida, a balada “Nothing Else Matters” fez o público relaxar e preparou os fãs para o desfecho apoteótico. Aí, os veteranos do metal enfim encerram a apresentação no Rio com “Enter Sandman”, hino do famoso “Black Album” de 1991.

Esta foi a terceira aparição seguida do Metallica no Rock in Rio em edições brasileiras. E, a julgar pela sintonia da banda com o público do País, a expectativa é de que os americanos ainda voltem mais vezes.



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