Rock in Rio: Royal Blood surpreende público com banda de dois e barulho sem guitarra


© Márcio Cassol/ Famosidades


“Cadê o guitarrista?”. Essa pode ter sido a pergunta dos fãs do Rock in Rio que talvez não conheçam o Royal Blood. Com uma formação inusitada, de apenas baixo e bateria, a banda conseguiu oferecer barulho e animação ao público que compareceu neste sábado (19) ao Palco Mundo.

Em dois anos de carreira, essa foi a primeira visita do Royal Blood ao Brasil. O baixista e vocalista Mike Kerr havia prometido muito barulho para um dos maiores públicos da carreira da banda. E a apresentação entregou aquilo que fora prometido.

Completado pelo baterista Ben Thatcher, o Royal Blood surgiu na cidade inglesa de Brighton, apenas dois anos atrás. Com somente um álbum lançado, o duo inglês foi projetado ao sucesso depois que nomes famosos se declararam fãs dos novatos. Gente como Matt Helders (baterista do Arctic Monkeys) e a lenda Jimmy Page já elogiou publicamente a banda.

O barulho da banda de dois instrumentos começou com “Come On Over”. Graças a sintetizadores especiais, o baixo de Kerr soa em muitos momentos como uma guitarra, que faz lembrar inclusive a sonoridade das bandas de grunge dos anos 90. Mas às vezes a lembrança auditiva pode pender mais para White Stripes, outro grupo de dois, mas com guitarra na formação.

A distância estética entre o Royal Blood e o Metallica, atração principal da noite, inicialmente não intimidou o público a participar. Isso ficou evidente com “You Can Be So Cruel” e “Figure It Out”, quando Kerr pediu para que a galera do Palco Mundo interagisse com palmas.

Depois, Thatcher se exibiu para o público despejando um pouco de água em cima de um dos pratos de sua bateria. Em seguida, o duo emendou “Little Monster”, com um riff bom e repetitivo.

Apesar da performance linear da banda inglesa, o público deixou de interagir um pouco no trecho intermediário do show. Mas o esforço de Kerr em “Ten Tone Skeleton” voltou a engajar a multidão presente diante do Palco Mundo.

Em seguida, Kerr disse ao público que a presença pela primeira vez no Rio de Janeiro significava muito para a banda. O gesto cativou a audiência, que foi premiada pelo peso de “Loose Change” logo depois.

Kerr se exibiu no baixo para o público por alguns minutos, mas conseguiu atenção para introduzir a ótima “Out Of The Black”. E para comemorar, o baterista Thatcher se jogou em cima do público.

Por fim, Kerr levantou a galera com riffs de “Iron Man”, clássico do Black Sabbath. Foi o clímax da apresentação dos jovens ingleses, passando pelo batismo de fogo no Palco Mundo do Rock in Rio em dia de Metallica.



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