Slipknot comanda agachamento coletivo em show mais intenso do Rock in Rio


© Márcio Cassol/ Famosidades


As máscaras aterrorizantes do Slipknot voltaram a assombrar o Rock in Rio nesta sexta-feira, quatro anos após o histórico show de 2011 no festival. Desta vez na condição de atração principal do Palco Mundo, os americanos não decepcionaram sua dedicada legião de fãs, com muito barulho e experiências catárticas de comportamento.

Na apresentação memorável de 2011, quando abriu para o Metallica, o Slipknot colocou cerca de 100 mil pessoas para agachar. Tudo graças à facilidade do vocalista Corey Taylor (ou “número 8”) para controlar as massas em shows através de comandos persuasivos.

Cercados de imagens macabras no palco, os nove integrantes do Slipknot repetiram a manobra de massa na virada de sexta para sábado. Mais uma vez o líder da trupe conseguiu fazer com que a multidão de brasileiros fosse ao chão de uma vez só, em tipo de interação que nenhuma outra atração do Rock in Rio conseguiu até agora.

A arrasadora performance dos americanos do Slipknot começou com “XIX” e imagens de fogo no palco, em efeito de cenografia. Quase que instantaneamente o vigor da banda migrou para o público, que abriu uma porção de rodinhas de pulo e empurrões, ao ouvir o barulho de “Sarcastrophe”.

Em seguida o público se esforçou para cantar “The Heretic Anthem”, ou pelo menos os trechos menos acelerados da letra. Com “Psychosocial”, o DJ Sid Wilson saiu pulando loucamente pelo palco e ensaiou repetir seu célebre mosh pit de 2011, quando saltou de uma altura de 4 metros de uma torre, na direção do público.

“Vocês não têm ideia de como significa para a gente estar aqui com vocês esta noite. Vocês estão prontos para ficarem loucos esta noite?”, disparou Taylor durante um breve intervalo, para arrebatar de vez a multidão.

Ao contrário da abertura, fogo de verdade começou a aparecer no palco com “The Devil In I”. Enquanto isso, o percussionista Shawn Crahan quase sobrevoava o resto da banda em seu aparato especial de trabalho, em movimento, vestido de palhaço macabro.

O suor pingando da máscara de Corey Taylor em “Wait and Bleed” indicava a intensidade de uma performance na noite quente do Rio. Mesmo assim deu tempo de fazer uma pausa para cantar parabéns para Crahan, aniversariante da última quinta.

E enfim chegou o momento de catarse tão esperado, quando Taylor interrompeu “Spit It Out” e mandou a multidão agachar. Com alguma insistência, deu certo, afinal não á fácil reger milhares de corpos de uma só vez. Depois, o vocalista do Slipknot ordenou que a massa pulasse sem parar para concluir a música, para delírio dos fãs.

Assim, em sua quinta vez no Brasil, o Slipknot conseguiu de novo não passar despercebido. A sinfonia de barulho dos mascarados finalmente chegou ao fim com a execução de “Surfacing”, que fez a multidão do Rock in Rio saltar pela última vez na madrugada carioca, com direito a uma enorme rodinha bem na frente do palco.



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