System of a Down cumpre expectativa de barulho e leva fãs ao delírio


© Márcio Cassol/ Famosidades


O chão da Cidade do Rock tremeu nas primeiras horas madrugada de sexta-feira, graças ao peso do System of a Down. Pela segunda vez no Rock in Rio, a banda americana trouxe suas letras de conotação política e fez a multidão de fãs pular com uma coleção de sucessos conhecidos.

O vocalista Serj Tankian comandou a festa no Palco Mundo, acompanhando do guitarrista Daron Malakian, do baixista Shavo Odadjian e do baterista John Dolmayan. No cardápio oferecido aos brasileiros, um som técnico, pesado e letras de ativismo que criticam o imperialismo americano, as guerras, o sistema prisional, entre outros temas. Tudo com um tempero de música armênia, origem de todos os membros da banda.

Inclusive, no primeiro semestre do ano, o System of a Down andou rodando o mundo com uma turnê de propaganda pelo reconhecimento do genocídio armênio, episódio que completa cem anos em 2015. Mas, no Rio, o foco foi exclusivo para a música.

Com o último álbum datado do já distante ano de 2005, o System of a Down não trouxe grandes novidades para seus seguidores mais fieis, pelo menos em termos de repertório. Foram 27 músicas de muito barulho e o característico vocal acelerado de Tankian na maioria delas.

O público enlouqueceu de cara com “K.I.T.T.” e não parou de pular com “Suite-Pee” na sequência. Com repertório longo, o System of a Down não se deu ao luxo de muita interação com o público brasileiro. Tankian se limitou a mandar um discreto “obrigado, Rio” entre uma música e outra.

Mais adiante, o público de cerca de 80 mil pessoas fez questão de acompanhar a inconfundível parte instrumental de “Aerials”, em momento para não esquecer. Depois, o peso voltou com “B.Y.O.B.”, outra das preferidas dos fãs da banda americana. Nessa música Tankian ofereceu sua dancinha armênia para a galera conferir.

“Hypnotize” também não poderia faltar na escolha de repertório para o Rio. “Chop Suey” foi outra música que fez o público cantar junto, pelo menos na parte menos acelerada da letra.

Enquanto isso, o guitarrista Malakian heroicamente atravessava a apresentação na quente noite carioca debaixo de um chapéu e de uma blusa de mangas compridas. Na reta final, a banda deu uma quebrada no ritmo com a balada “Lost in Hollywood”.

O show invadia madrugada adentro, mas o público mostrava apetite para mais. O System of a Down então guardou dois tiros certeiros de seu repertório para fechar a apresentação. Primeiro veio a clássica “Toxicity”, com a participação especial de Chino Moreno, vocalista do Deftones, que também tocou na quinta-feira. Enfim “Sugar” fechou a noite, para acabar com o sono de qualquer um diante do Palco Mundo, já perto das 2 horas da manhã, ainda com todo mundo pulando entre os fãs.



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