Helena Ranaldi relembra Raquel, de “Mulheres Apaixonadas”


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    Helena Ranaldi foi, por muitos anos, um dos rostos mais conhecidos da TV Globo. Desde 2014, no entanto, a atriz se afastou das novelas para se dedicar ao teatro. Agora, é possível revê-la em alguns dos seus trabalhos, como a reprise de “Fina Estampa”, “A Favorita”, que entrou no Globoplay, e em “Mulheres Apaixonadas”, que será reprisada pelo canal Viva.

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    Algo incomum entres as personagens de “A Favorita”, Dedina, e em “Mulheres Apaixonadas”, Raquel, é que ambas sofrem com a violência contra as mulheres. Um tema triste, mas muito atual. Nesta época de pandemia em que agressores estão em casa na quarentena, o número de casos de violência doméstica aumentou 50%, segundo dados do TJRJ.

    “São duas personagens que sofreram de alguma forma essa violência, essa relação abusiva com os maridos. Claro que no caso da Raquel isso era diferente, porque isso se repetia, a relação era dessa forma. No caso da Dedina foi uma questão específica que gerou essa reação agressiva”, comentou Helena em entrevista ao UOL.

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    Em “Mulheres Apaixonadas”, sua personagem, Raquel, era uma professora que fugia do marido violento, Marcos (Dan Stulbach), e que era agredida brutalmente por ele.

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    A novela teve muitas cenas fortes, como quando Marcos a agrediu com a famosa raquete de tênis. Até hoje, Helena lembra com muita clareza dessas imagens.

    “Quando fazíamos essas cenas de violência, existia um silêncio no estúdio. Criava-se uma atmosfera de muita concentração, porque a gente ia entrar em um lugar difícil. Teve uma vez em que, assim que acabou a cena, tive uma crise de choro. É quase como estar vivendo aquilo de fato. Claro que em nenhum momento o Dan me bateu, mas onde eu ia buscar dentro de mim a experiência daquela personagem? Era na violência.”

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    A personagem de Helena em “Mulheres Apaixonadas” se tornou um dos marcos da teledramaturgia brasileira, pois ajudou a elucidar a questão da violência doméstica chegando em Brasília. Na época, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que era preciso que as mulheres do Brasil se unissem contra os “raqueteiros”.

    “Lembro que as pessoas conversavam comigo quase como se eu estivesse vivendo aquilo realmente. ‘Eu tenho tanta pena de você.’ As pessoas não conseguiam olhar para o Dan”, relembrou Helena.

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    A atriz também revelou que o tema entrou na trama da sua personagem depois de uma conversa com o autor Manoel Carlos. A princípio, a personagem teria um relacionamento com um aluno, bem mais jovem do que ela.

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    “Eu falei: ‘Acho que essa mulher sofreu abuso do ex-marido, por isso ela se apaixona por esse menino’. O Maneco falou: ‘Queria botar violência doméstica em algum dos personagens, não sabia em qual. Acho que vou colocar na Raquel'”, contou.

    “Eu achei legal ele [Manoel Carlos] ter colocado essa história para a Raquel. Ela era uma mulher de classe média, professora, uma pessoa esclarecida, que estudou. Mas a violência não tem absolutamente nada a ver com classe social. Em todas as classes sociais existe, infelizmente, a violência doméstica”, concluiu.





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