Cid Moreira discorda de Boni e elogia informalidade do “JN”


© Divulgação/TV Globo


Ex-integrante da bancada do “Jornal Nacional”, da TV Globo, Cid Moreira discordou da opinião de Boni a respeito da informalidade adotada no telejornal nos últimos meses, em entrevista ao “Programa Amaury Jr.”, na RedeTV!, na noite da última quarta-feira (2).





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O ex-apresentador do noticiário disse que teria prazer em trabalhar com o atual formato do “JN”.

“Eu gostaria de estar vivendo esta época. Gosto de levar tudo na brincadeira. Isso descontrai. É o meu jeito de ser”, afirmou.

Apesar disso, o veterano acredita que os responsáveis por colocar o jornal no ar não devem exagerar nas mudanças.



“Tudo em excesso não é bom”, ponderou.



Cid Moreira foi apresentador do “Jornal Nacional” por 27 anos, entre 1969 e 1996. Na época, o âncora apenas lia as notícias atrás da bancada, sem alterar o tom de voz ou comentá-las: “Não cabia a informalidade”.

Ao 89 anos de idade, Moreira revelou que ainda sonha com o tempo em que trabalhava na TV. “Até hoje tenho pesadelo. Sonho que a letra [do teleprompter] apagou”, completou.

Entenda

Em novembro de 2015, Boni criticou o novo formato do “JN”.

“Hoje, mais do que nunca, o cara quando vê o ‘Jornal Nacional’, já viu aquilo em outro lugar. Então, o que o espectador precisa ver ali? Se aquilo é verdade. O cara tem que sentar lá e fazer sério. Agora, levantar, botar apelido, chamar de ‘Maju’, isso não tem sentido. O Brasil é um país informal, mas o ‘Jornal Nacional’ é um boletim de hard news, informação, e tem que passar a percepção de que se [a notícia] deu no ‘Jornal Nacional’, é verdade”, explicou em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Sem papas na língua, o ex-executivo do canal não poupou nem o “Fantástico” de suas alfinetadas.

“Hoje é uma colcha de retalhos, em vez de ser um mosaico”, completou, na ocasião.